Enganos no Diagnóstico de estado de Dependencia Quimica

Vou falar sobre os enganos que a previa interpretação de comportamentos de risco causa a pré-adolescentes ou a adolescentes saudáveis que, por não terem desenvolvido ainda a dependência quimica de uma forma prejudicial, agride seus direitos, com relação as intervenções de profissionais que tem o intuito de se beneficiar financeiramente ao inves de obter resultados praticos com relação a saude do paciente e da familia.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Nossa tão querida MACONHA...

Maconha eleva risco de esquizofrenia em até seis vezes, dizem especialistas. (04/12/2009)
O consumo de maconha de alta potência diariamente aumenta em até seis vezes o risco de sofrer uma doença psicótica, diz artigo científico publicado na terça-feira (1º) e que tem como coautor o português Tiago Reis Marques.
"O uso diário de uma maconha mais potente aumenta em até seis vezes o risco de uma doença psicótica, como esquizofrenia ou outras semelhantes", explicou o psiquiatra dos hospitais da Universidade de Coimbra, que faz doutorado em Londres.
No Instituto de Psiquiatria de Londres, o português participa do estudo "Genetics and Psychosis" ("GAP - Genética e Psicoses"), cujos resultados foram parcialmente publicados ontem, na edição de dezembro do "British Journal of Psychiatry".
O pesquisador, de 33 anos, ressaltou, porém, que a maconha "não é uma causa em si", mas antes um fator de risco e um estopim para uma doença mental grave.
"Em pessoas que, com outros fatores de risco associados, como genéticos ou sociais, estejam em risco aumentado, [o consumo] é um fator precipitante para a esquizofrenia", disse.
Há muito que as pesquisas analisam as causas das psicoses, expressamente sobre fatores genéticos ou sociais e consumo de drogas. A novidade deste estudo é a comprovação de que a potência da maconha consumida e a frequência de seu uso aumentam até seis vezes o risco de apresentar doença psicótica.
Maconha geneticamente modificada
O pesquisador português explica que, atualmente, a maconha geneticamente modificada, originária da Holanda e de outros países e preferida por vários usuários comuns, tem de 12% a 18% de THC --substância que provoca sintomas como desinibição--, quando antes continha apenas 2% a 4%.
As "óbvias implicações para a sociedade" incluem olhar para a maconha "não como uma droga somente leve, mas como uma droga que potencia e aumenta o risco de doença mental grave", considerou o pesquisador.
O passo seguinte da equipe do pesquisador será perceber como a maconha atua no cérebro para que surjam sintomas psicóticos (delírios, paranoia, alucinações, sintomas de perseguição) e como a droga se combina com fatores genéticos.
Autor:
Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A Maconha e seus Efeitos

A maconha vendida hoje no Brasil é até 10 vezes mais potente do que na década de 70
A maconha é a mais usada droga ilícita no Brasil e no mundo; Esta droga é utilizada há milênios em todo o mundo e merece especial atenção em qualquer tratado sobre os psicotrópicos.
A maconha na realidade é a flor das plantas da família cannabis que se dividem em sativa, indica e híbridas que são misturas genéticas dos dois tipos principais. A famosa folha da cannabis tão popularizada em camisetas e adesivos, vista como símbolo da droga ironicamente não possui quase nenhum teor dos princípios ativos, como veremos mais adiante.
A maconha é geralmente consumida na forma de cigarros, mas pode também ser fumada em cachimbos e garguilés (cachimbos resfriados com água). Em alguns países, mas não no Brasil, é normal também se misturar a maconha com tabaco. Outras formas de consumir a droga menos comuns no Brasil são pela ingestão, geralmente em doces ou bolos, o que proporciona efeitos mais duradouros e profundos, porém demanda uma quantidade maior da droga. A maconha tem vários subprodutos como o haxixe, que é a resina da maconha, óleo que é um extrato de maconha com vários componentes purificados e maconhas advindas de cannabis selecionadas geneticamente e cultivadas sob condições especiais com concentração até 20 vezes mais altas de seus princípios ativos, as chamadas supermaconhas, também conhecidas como skunk.
O efeito aparece alguns minutos após o início do consumo e, usualmente prossegue por algumas horas. Como muitas outras drogas a maconha tem um efeito de tolerância progressiva, mas com uma característica interessante: Em determinado momento os cannabinóides não fazem mais efeito, mesmo se consumidos em grandes quantidades, o que leva usuários - muitas vezes sem perceber - a controlar seu consumo de maneira a equilibrarem os efeitos agradáveis com a vontade de senti-los. Consumidores mais pesados de maconha não ultrapassam 3 a 4 cigarros por dia sem perder o efeito da droga e logo diminuem seu consumo a um ponto de equilíbrio.
A maconha é uma droga de efeitos complexos, tanto socialmente como neurologicamente e apesar de ser a mais estudada droga ilícita, a maconha desperta apaixonados defensores e virulentos inimigos, tanto no campo científico como no campo político.
Mas uma coisa é certa, se alguns conseguem usar a droga sem grandes efeitos negativos só o fato de outros terem sérios problemas com ela já justificaria um extremo cuidado com esta droga. Nos últimos 10 anos a popularização das supermaconhas levou a discussão e as preocupações em torno dessa droga a outros patamares.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Como as Drogas Agem e seus Efeitos

ADOLESCENCIA… Tarefas geradoras de aquisições desenvolvimentais:


Identidade: para compreender e aceitar os outros, o adolescente deve, primeiro, compreender-se e aceitar-se, para que, plasmando sua identidade, ele possa, sem preconceitos, mágoas ou ressentimentos, lidar construtivamente com suas potencialidades, mas também com suas limitações. Percebendo-se assim, o adolescente torna-se capaz de ver-se como um ser único e irrepetível, um ser singular, que veio ao mundo para desenvolver as potencialidades que trouxe consigo ao nascer e dar a sua contribuição, que é única, para melhorá-lo.


Auto-estima: trata-se de um bom sentimento para consigo mesmo. É ter amor próprio. É gostar de si mesma. Enfim, é ter em relação a si próprio um sentimento positivo. O requisito para isso? É a identidade, é compreender-se e aceitar-se. A auto-estima torna-se, assim, a base para o desenvolvimento de um autoconceito positivo


Autoconceito: é a racionalização da auto-estima, ou seja, é a versão racional de um bom sentimento para uma idéia positiva de si próprio. Mais do que um bom sentimento, faz-se necessário elencar as próprias qualidades, para que o adolescente se conscientize, cada vez mais,dos seus pontos fortes ( o que ele é, o que ele pode, o que ele tem de bom, do que ele é capaz), assim como de suas limitações. O autoconceito, portanto, está relacionado com a idéia positiva sobre si mesmo. Você já identificou o autoconceito que você faz de si próprio?

domingo, 16 de agosto de 2009

Cocaína


A cocaína é um alcalóide encontrado nas folhas do arbusto Sul Americano erythroxylon coca . É um potente psicoestimulante. A droga bloqueia a recaptação do neurotransmissor dopamina. As sensações imediatas são euforia, alerta, inquietação, supressão do sono, do medo, da fome e do cansaço. Em alguns usuários pode haver estimulação sexual enquanto em outros pode haver justamente o contrário.
Milhões de anos de evolução e seleção naturas proveram nosso cérebro de uma complexa teia neurológica de recompensas para situações que favoráveis a nossa existência. Esse mecanismo regula nosso humor, emoções, excitações, estados de euforia e satisfação. A ingestão regular de euforizantes químicos, notadamente a cocaína e anfetamínicos tais como ecstasy e metanfetaminas envia um sinal falso para o cérebro de que o consumo desta droga e as situações envolvidas são imensamente benéficas em detrimento daquelas realmente importantes para nossa evolução.
Os efeitos neuroquímicos da cocaína no cérebro são confundidos com os mecanismos de recompensa para situações desejadas. Um perigoso atalho que dispensa as situações normalmente requeridas para o disparo desse mecanismo, como sexo, realizações profissionais, amor, companhia de amigos e familiares, inter-relação pessoal, etc.. O resultado neuroquímico mais evidente em usuários é justamente o desequilíbrio deste delicado mecanismo, o que acaba por afastar o usuário das atividades normalmente prazerosas levando-o a buscar a recompensa química na cocaína.
È bastante normal usuários deixarem, gradativamente, de se sentirem confortáveis e estimulados para atividades cotidianas. Ao mesmo tempo podem experimentar um euforia quando deparados com assuntos, fatos ou lembranças de episódios de consumo da droga. Isso ocorre por que, quimicamente, seu cérebro passa a buscar mais os estímulos mais fortes e as situações nas quais ele foi “recompensado” em depreciação as situações onde ele normalmente deveria sentir este estímulo.
Poderíamos exemplificar esta situação com um rapaz que deixa de sair com a namorada mas pensa obsessivamente no bar onde costuma comprar a droga. A troca gradativa da família e trabalho por companheiros de uso e situações facilitadoras também pode ser decorrente deste mecanismo neuroquímico.
Quando consumida simultaneamente com álcool forma-se um novo componente proveniente da metabolização de ambas drogas. É ococaethylene . Este componente é de potencial de dependência ainda mais forte do que a cocaína o que explica a tendência de se beber quando se usa cocaína e usar cocaína quando se bebe, observada em muitos usuários desta droga.
È muito importante deixar claro que somente estamos abordando os mecanismos químicos, sem entrar nas complexas e importantes motivações e conseqüências psicosociais.
Breve história
A coca era utilizada desde os tempos pré-colombianas pela realeza Inca. Os nativos a utilizavam com propósitos míticos, religiosos, sociais e medicinais. Sob a forma de uma pasta mascada de folha de coca e cinzas de madeira a coca lentamente entrava na corrente sangüínea de seus usuários sem, no entanto causar grande impacto pela sua baixa concentração de princípio ativo. A coca foi posteriormente introduzida na Europa pelos conquistadores espanhóis. Existem relatos da época que afirmam que Shakespeare era um consumidor da folha.
Em 1855 o principio ativo foi isolado pela primeira vez e chamado de “Erythroxyline”. A coca então passou a ter a forma pela qual a conhecemos hoje, sendo chamada na época, de cocaína. Sigmund Freud descreveu-a como uma droga mágica e praticou uma extensa auto-experimentação, porém anos mais tarde baniu-a depois que acompanhou de perto o vício e destruição pelo consumo da droga – prescrito inicialmente pelo próprio Freud - de um de seus amigos mais próximos.
Na virada do século 20 a droga era amplamente prescrita por médicos para muitas moléstias entre elas o vício em morfina.
Nesta época eram também oferecidas bebidas alcoólicas com adição de cocaína; A mais conhecida era o famoso Vinho Mariani. A Coca-Cola surge nessa época como uma “alternativa saudável de bebida estimulante, com cocaína, mas sem a adição maléfica do álcool”. Até 1903 uma típica garrafa de Coca-Cola continha cerca de 60 mg de cocaína.